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Resistência à insulina

Uma alteração silenciosa que costuma vir junto com o ganho de peso e pode abrir caminho para o diabetes. Ela pode ser identificada e tratada.

Dr. Firminio Humberto sentado à mesa, de jaqueta escura

O que é a resistência à insulina

A insulina é o hormônio que leva a glicose do sangue para dentro das células. Na resistência à insulina, as células respondem menos a ela, e o pâncreas precisa produzir mais insulina para manter a glicose dentro do normal.

Por um tempo, os exames de glicose podem continuar normais. A resistência à insulina não é uma doença isolada, mas um mecanismo ligado à gordura abdominal, ao pré-diabetes, ao diabetes tipo 2, à gordura no fígado e à síndrome dos ovários policísticos.

Quando vale procurar avaliação

  • Gordura concentrada na região da barriga
  • Manchas escuras e aveludadas no pescoço, nas axilas ou na virilha (acantose nigricans)
  • Triglicerídeos altos e HDL baixo
  • Gordura no fígado em exame de imagem
  • Ciclos menstruais irregulares e sinais de síndrome dos ovários policísticos
  • Histórico familiar de diabetes tipo 2

Como é feita a avaliação

Não existe um único exame que confirme a resistência à insulina na prática do consultório. A avaliação junta a história, o exame físico e um conjunto de exames. A dosagem de insulina e o índice HOMA-IR raramente mudam a conduta e não são pedidos de rotina.

Exames que podem ser pedidos

  • Glicemia de jejum e hemoglobina glicada
  • Teste oral de tolerância à glicose, em casos selecionados
  • Colesterol, triglicerídeos e enzimas do fígado
  • Ultrassom do abdome, se houver suspeita de gordura no fígado

A lista é definida a partir da sua história. Nem todo paciente precisa de todos os exames.

Como é o tratamento

O plano é individual e revisto a cada retorno. Estas são as frentes que podem fazer parte dele.

  • Hábitos em primeiro lugar

    Atividade física regular, incluindo exercícios de força, e redução do excesso de peso são as medidas que mais melhoram a resposta à insulina.

  • Alimentação

    Ajustes na qualidade e na quantidade dos carboidratos, mais fibras e proteínas, sem dietas radicais.

  • Sono

    Dormir pouco ou mal piora a resposta à insulina. O sono é avaliado como parte do plano.

  • Medicamento em casos selecionados

    Em algumas situações, como pré-diabetes com alto risco ou síndrome dos ovários policísticos, medicamentos podem ser indicados junto com as mudanças de hábito.

Perguntas frequentes

Se a sua dúvida não estiver aqui, a equipe responde pelo WhatsApp.

Resistência à insulina engorda?

Na maioria das vezes é o excesso de gordura, principalmente na barriga, que provoca a resistência à insulina, e ela, por sua vez, dificulta a perda de peso. Tratar o conjunto ajuda a quebrar esse ciclo.

Se a minha glicose está normal, posso ter resistência à insulina?

Pode. Nas fases iniciais, o pâncreas compensa produzindo mais insulina e a glicose fica normal. Por isso a avaliação considera outros sinais além da glicemia.

Existe dieta específica para resistência à insulina?

Não existe uma dieta única. O que funciona é um padrão alimentar que você consiga manter, com menos açúcar e carboidratos refinados, combinado com atividade física.

O próximo passo pode ser hoje.

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